12.3.10

qua

É só uma semente de pensamento
Uma coisa ridícula
Pequena
Nada
Nada lento
Pra cá e pra lá
Pra cá e pra lá
Vai ganhando peso
Vai se multiplicando em
vários e tortuosos pensamentos
Vai Fazendo ligações e interligações reais
Ou não. Na verdade nem importa como virou essa grande agenda...
Tão pouco. Mas nesse pouco seus movimentos próprios não querem mais gatilhos. Dividiram-no em tantos ramos e conjuntos disparates que não se sabe mais de onde. Não há mais espaço entre a demência surda vinda de um nadinha e ele ou ela mesmo ou mesma.

8.3.10

Um bocado

O mundo inteiro,
Seu corpo. Um
Emaranhado de ambientes
E sentimentos.
O mundo todo
Se percebe no seu corpo -
Mais que a soma
Cada milímetro vivo
Do empenho de ser
O universo
Num fragmento.

19.2.10

c.it

Many times I’ve seen it
Many times I’ve smelt it
And yet on its eve I suffer it

14.2.10

Anger angel

Ao enfurecer da tarde, fecham-se os cruzamentos todos
Cuspidos da insanidade coletiva da instabilidade
Disseminada da gênese desagregada
Fecham-se as vias
Ao suportar da noite
O arregalo dos olhos que não compreendem
Despem o concreto em torno do asfalto
Reviram-se sem suporte num esforço inútil
Nenhum caminho conduz
Ninguém passa por lá
Ao amargor-na-boca da manhã
Na palidez não existem mais cruzamentos
Fecham-se as veias.
Ali! Só as teias.

11.2.10

As pessoas mais bonitas!


As pessoas mais bonitas!
Sim, elas formigam a terra tão pouco a pouco que nem as percebemos
Revolvendo e mexendo, fuçando. Riscam túneis no tempo. Rascunham lado a lado pontos indeparáveis. No início era o olhar... Pontos e vistas.

10.2.10

Lia sem parar qualquer sinal do tempo que incluísse a sua medida.

foto: daniel