Pedro pensou que poderia esperar mais um pouco, pois faltava um bom tempo ainda para que os acontecimentos se desdobrassem. Não que ele soubesse disso. O pensamento em esperar mais apareceu sem nenhuma razão. Esperar um pouco mais só parecia bem razoável. E porque não? Afinal já tinha terminado seu trabalho e poderia parar e fazer nada por um tempo. Ficar imóvel enquanto o tempo passa desapercebidamente. Pedro e a espera, o pensamento e o tempo.
Nada, absolutamente nada aconteceu nesse espaço de horas. Nenhum pensamento, nenhuma mosca, nada que perturbasse a evolução de um dia como aquele. Um dia que terminaria com o barulho sutil do desenrolar dos fatos: velhos senhores que se espreguiçariam, sentindo o empurrar das causas no barulho de suas juntas. Estendendo-se para o dia seguinte e para o resto da vida, transformados em consequências e bifurcações.
! iletrado
24.1.12
12.9.11
1.9.11
sim, foi bem o que eu quis dizer... mas...
interrompido em cada turno
desentendendo definições
para entrançar o desejo
nada parcial
na trama irrefletida
da voracidade
19.8.11
Até um fim
vento muito vento na tentativa de aguilhoar o mundo
num clic
com olhos de lobo mau
dentro muito dentro sem esforço provocando ócio
com dentes de guará
glutão do tempo sem motivo
26.7.11
19.7.11
7.6.11
Subscribe to:
Posts (Atom)
