A menina escurece
O tempo cai
O dia dorme
O muro resiste
A menina cai
O tempo dorme
O dia resiste
O muro escurece
A menina dorme
O tempo resiste
O dia escurece
O muro cai
30.4.09
19.4.09
3.4.09
GRACIAS!
tentando forçar umas passagens
no sorriso aliciante - desenho
assim meio cerrado meio
vicioso fechado em parênteses
é reflexo condicionado em sépia
blefe sincero e causa feroz
de estar aqui
no sorriso aliciante - desenho
assim meio cerrado meio
vicioso fechado em parênteses
é reflexo condicionado em sépia
blefe sincero e causa feroz
de estar aqui
20.3.09
e depois.
Olhos fixados no portal
Elipse de linhas inchadas
Entreabrem-se
Desde f: seu ponto
Superior
A experiência do sabor circular
Colidindo-se - Tangentes
Do suor entre as gotas focais
Do entendimento líquido
Em sua arquitetura interna
Plasticidade das fronteiras13.3.09
enquanto isso...
Vermelho rugoso de brilho escorregadio
Lá perto das montanhas tímidas
por trás dos edifícios
Lá perto das montanhas tímidas
por trás dos edifícios
9.3.09
O vagabundo no espelho me espreita.
De soslaio constrói um rosto conhecido
Claro. Sem névoa nem treva lenta nem densa.
Nada me cerca. Só a ameaça do vidro
Limpo, me estapeia de través.
A brancura intensa diagonaliza o mundo
Alfineta-se nos olhos sem sangrar
Nada me escorre. Nem a ameaça do vidro.
Os outros quartos são também de espelhos
Feitos desse fogo. Sabe esse sem cor que se alastra?
O vagabundo no espelho da minha íris
Incha meus olhos.
Vê, amor? deixa eu te sujar dessa imundíce...! desse branco!
De soslaio constrói um rosto conhecido
Claro. Sem névoa nem treva lenta nem densa.
Nada me cerca. Só a ameaça do vidro
Limpo, me estapeia de través.
A brancura intensa diagonaliza o mundo
Alfineta-se nos olhos sem sangrar
Nada me escorre. Nem a ameaça do vidro.
Os outros quartos são também de espelhos
Feitos desse fogo. Sabe esse sem cor que se alastra?
O vagabundo no espelho da minha íris
Incha meus olhos.
Vê, amor? deixa eu te sujar dessa imundíce...! desse branco!
8.3.09
...
Num baixar de cílios as pálpebras tremem
Leva a mão estrelada até a tensão da virilha
Lábios salivados vestidos com um sorriso
complacente
Sempre a nudez das coxas e as curvas alheadas
Dos pés feridos
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