26.9.12
11.7.12
3.2.12
24.1.12
Um dia
Pedro pensou que poderia esperar mais um pouco, pois faltava um bom tempo ainda para que os acontecimentos se desdobrassem. Não que ele soubesse disso. O pensamento em esperar mais apareceu sem nenhuma razão. Esperar um pouco mais só parecia bem razoável. E porque não? Afinal já tinha terminado seu trabalho e poderia parar e fazer nada por um tempo. Ficar imóvel enquanto o tempo passa desapercebidamente. Pedro e a espera, o pensamento e o tempo.
Nada, absolutamente nada aconteceu nesse espaço de horas. Nenhum pensamento, nenhuma mosca, nada que perturbasse a evolução de um dia como aquele. Um dia que terminaria com o barulho sutil do desenrolar dos fatos: velhos senhores que se espreguiçariam, sentindo o empurrar das causas no barulho de suas juntas. Estendendo-se para o dia seguinte e para o resto da vida, transformados em consequências e bifurcações.
Nada, absolutamente nada aconteceu nesse espaço de horas. Nenhum pensamento, nenhuma mosca, nada que perturbasse a evolução de um dia como aquele. Um dia que terminaria com o barulho sutil do desenrolar dos fatos: velhos senhores que se espreguiçariam, sentindo o empurrar das causas no barulho de suas juntas. Estendendo-se para o dia seguinte e para o resto da vida, transformados em consequências e bifurcações.
12.9.11
1.9.11
sim, foi bem o que eu quis dizer... mas...
interrompido em cada turno
desentendendo definições
para entrançar o desejo
nada parcial
na trama irrefletida
da voracidade
19.8.11
Até um fim
vento muito vento na tentativa de aguilhoar o mundo
num clic
com olhos de lobo mau
dentro muito dentro sem esforço provocando ócio
com dentes de guará
glutão do tempo sem motivo
26.7.11
19.7.11
7.6.11
19.4.11
5.4.11
17.3.11
Anagramas
Como posso te amar
aroma,
ramoso tempo, caos,
se tomo composto crasso poema?
Como eu te amaria
meio me acatar ou
atacar o meu meio?
Dispenso o pensamento,
menina, desse pós-ponto.
aroma,
ramoso tempo, caos,
se tomo composto crasso poema?
Como eu te amaria
meio me acatar ou
atacar o meu meio?
Dispenso o pensamento,
menina, desse pós-ponto.
13.3.11
23.2.11
Contraponto
(aos 11 meses depois de sua morte)
(ao meu presente-futuro)
(a você)
Pela coisa estabelecida
Pelo som, mesmo que articulado, incompreensível
Aqui permanecemos em nossa assembleia de destroços
Em reunião desierarquizada de ações
Nossa compilação de congressos
Desmembrados
Rasos em meio a uma profundidade de certezas
Em mato rareado
Há o ruído do orvalhar
(ao meu presente-futuro)
(a você)
Pela coisa estabelecida
Pelo som, mesmo que articulado, incompreensível
Aqui permanecemos em nossa assembleia de destroços
Em reunião desierarquizada de ações
Nossa compilação de congressos
Desmembrados
Rasos em meio a uma profundidade de certezas
Em mato rareado
Há o ruído do orvalhar
16.2.11
Sendo:
a) S um espaçotempo real;
b) X, Y pertencem a S.
c) E=X união Y
Então:
A frequência em S do evento E determina a realidade do sistema A.
ou
A é sistema de propriedades emergentes determinados por E e sua frequência em S.
As propriedades individuais de X e Y são diferentes das propriedades emergentes do Sistema A.
a) S um espaçotempo real;
b) X, Y pertencem a S.
c) E=X união Y
Então:
A frequência em S do evento E determina a realidade do sistema A.
ou
A é sistema de propriedades emergentes determinados por E e sua frequência em S.
As propriedades individuais de X e Y são diferentes das propriedades emergentes do Sistema A.
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